Considerado um visionário, Júlio Verne já fazia várias
projeções das transformações sociais e ambientais decorrentes da modernização e
do desenvolvimento tecnológico ainda no século XIX.
Uma dessas perspectivas reside justamente naquilo que David Harvey traduziu conceitualmente no fim do século XX em "a condição pós-moderna" como compressão do espaço e tempo.
Ao colocar desta maneira, ele sintetizou o fim das barreiras espaciais e temporais na difusão de novos hábitos e costumes, que com os sistemas tecnológicos e informacionais poderiam conduzir a realização do ser para uma dimensão cada vez mais simultânea e compassada globalmente.

A obra trata de uma fantástica aventura em diferentes regiões do planeta. Aventura estimulada por uma aposta e que retrata os conflitos culturais, as particularidades ambientais e as belezas de lugares nos mais distantes rincões da Terra.
Trata-se assim de importante obra ao subsídio do estudo de geografia, mas que não se restringe somente a ela.
No âmbito da disciplina geográfica, além da descrição das paisagens, das culturas, modos de vida, sistema de transportes, as cidades e suas singularidades, há também elementos sistemáticos associados a cartografia e a questão de fuso horário - centralidade para o desfecho da estória - e assim, de elementos concretos da realidade.
A leitura da obra é relevante em qualquer fase ou momento da vida... e ao meu ver, indispensável elemento da (trans)formação dos sujeitos pela experiência literária, da linguagem textual em composição com os mais diversos aspectos geográficos do mundo...
O erro horário e geográfico de Fogg...
O erro horário e geográfico de Fogg...

Para quem optar por não comprar, ou não conseguir emprestar
nas bibliotecas, disponibilizo aqui um canal digitalizado do livro, basta
clicar abaixo:
Sejam bem vindos ao Blog, este será um dos nossos canais de comunicação.
Boa leitura galera!
Prof. Rafael F. de Oliveira

