segunda-feira, 24 de agosto de 2015

EXPOSIÇÃO CARTOGRÁFICA: TRABALHANDO AS REFERÊNCIAS ESPACIAIS

O que segue são alguns trabalhos desenvolvidos pelo ensino médio integrado - técnico em administração do IFSP campus São Roque.  Estes foram desenvolvidos no segundo bimestre, em fundamentos de cartografia.

Nestes trabalhos a galera se dedicou, uns fazendo uma abordagem mais técnica dos traços e outros por uma vertente mais artística. Nem todos foram expostos aqui por espaço e tempo! Sofreram um tendenciosa seleção do professor...rsss


Trabalho do Esdras

Desde os períodos mais primitivos, as sociedades despertaram para necessidade de referenciar o espaço, além de marcar o tempo das mais variadas formas e maneiras. Hoje, permeados por uma lógica racionalista, advinda dos avanços técnicos-científicos-informacionais nos tornamos cada vez mais dependentes destes "precisos" equipamentos. Deixamos de lado, muitas vezes, a sensibilidade da luz solar em nossa órbita, assim também de aspectos culturais associados a espaços representativos na memória. Alguns trabalhos aqui, apesar de carregarem a lógica consigam, mostram algumas possibilidades de suas diferentes expressões e perspectivas.


 Rosa dos Ventos da Nathália 



No passado, as incursões de povos nômades pelos rincões continentais do planeta eram dirigidas por importantes registros e orientações precisas, não somente calcados em elementos lógicos, mas em narrativas espaciais enraizadas na cultura...


Desenho estiloso da Alexia


Representados em cascas de árvores, em couros de animais, em rochas, nas construções cerimoniais, todo um complexo sistema de orientação espacial, simbolizado por observações e a experiência tácita com a natureza e outros grupos étnicos e sociedades. Estes vão dos elementos proximais, como os rios e as matas, até referenciais astronômicos, como o arranjo das estrelas, fases da lua e a periodicidade da passagem de cometas

 Rosa da Giulia

Pode ser por isso verdade que a geografia é a ciência de história mais longa como apontou Werneck Sodré (1986), pois lugares como aqueles na Mesopotâmia, Egito, Grécia, China e mesmo na América pré-Colombiana, com seus feitios técnicos singulares, deixaram indícios dos mais antigos mapas e elementos representativos do espaço e justificariam em grande medida o estabelecimento de um saber tão importante que só foi superado em termos teóricos e metodológicos no século XVI.  


Rosa que coloquei na Avaliação Bimestral da Giovana


Trabalhos do Lucas e Guilherme

 

Deste modo a ciência acolhe elementos acumulados da fase preliminar, os transformando em novos conteúdos. É o que em epistemologia entendemos como uma produção calcada em determinados padrões evolutivos, logicamente que hoje acrescida de aprofundamentos e, no limite, superada por novas experiências e descobrimentos.

Pra fechar: trabalho "correira" do Grabriel


Até o próximo post galera!

Prof. Msc. Rafael F. de Oliveira (Geografia)

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Livro Bimestral: "A volta ao mundo em 80 dias" de Júlio Verne

"A volta ao mundo em 80 dias" é um clássico da literatura mundial.



Considerado um visionário, Júlio Verne já fazia várias projeções das transformações sociais e ambientais decorrentes da modernização e do desenvolvimento tecnológico ainda no século XIX.




Uma dessas perspectivas reside justamente naquilo que David Harvey traduziu conceitualmente no fim do século XX em "a condição pós-moderna" como compressão do espaço e tempo. 


Ao colocar desta maneira, ele sintetizou o fim das barreiras espaciais e temporais na difusão de novos hábitos e costumes, que com os sistemas tecnológicos e informacionais poderiam conduzir a realização do ser para uma dimensão cada vez mais simultânea e compassada globalmente.







A obra trata de uma fantástica aventura em diferentes regiões do planeta. Aventura estimulada por uma aposta e que retrata os conflitos culturais, as particularidades ambientais e as    belezas de lugares nos mais distantes       rincões da Terra.



Trata-se assim de importante obra ao subsídio do estudo de geografia, mas que não se restringe somente a ela. 



No âmbito da disciplina geográfica, além da descrição das paisagens, das culturas, modos de vida, sistema de transportes, as cidades e suas singularidades, há também elementos sistemáticos associados a cartografia e a questão de fuso horário - centralidade para o desfecho da estória - e assim, de elementos concretos da realidade.


A leitura da obra é relevante em qualquer fase ou momento da vida... e ao meu ver, indispensável elemento da (trans)formação dos sujeitos pela experiência literária, da linguagem textual em composição com os mais diversos aspectos geográficos do mundo...


O erro horário e geográfico de Fogg...
 

Para quem optar por não comprar, ou não conseguir emprestar nas bibliotecas, disponibilizo aqui um canal digitalizado do livro, basta clicar abaixo:



Sejam bem vindos ao Blog, este será um dos nossos canais de comunicação.

Boa leitura galera!

Prof. Rafael F. de Oliveira